IV Rodada do Algodão BASF FiberMax destaca avanço técnico e consolidação da cotonicultura no Piauí.
Entre os dias 14 e 26 de abril, o estado do Piauí foi palco da IV Rodada do Algodão BASF FiberMax, evento que percorreu importantes polos produtores nos municípios de Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Santa Filomena e Bom Jesus, reunindo mais de 60 participantes entre produtores, consultores, pesquisadores e representantes de instituições técnicas ligadas ao agro.
Com visitas realizadas nas Fazendas Progresso e Canel, Condomínio Milla, Grupo Franciosi, Fazenda Ipê (Insolo), Fazendas Parnaguá e Alvorada, a rodada se consolidou como um dos principais encontros técnico-científicos voltados à cotonicultura do cerrado piauiense.
Atualmente, o Piauí cultiva mais de 40 mil hectares de algodão, demonstrando crescimento consistente e adoção de tecnologias modernas que colocam o estado em evidência no cenário nacional.
Durante a programação, um dos principais destaques foi a qualidade dos solos das propriedades visitadas. Predominantemente compostos por Latossolos Vermelhos distróficos profundos, os ambientes produtivos apresentam elevada capacidade produtiva quando manejados de forma correta. As áreas avaliadas mostraram solos com excelente correção química e física, boa saturação por bases, equilíbrio entre cálcio e magnésio, além de práticas assertivas de calagem e gessagem, favorecendo o desenvolvimento radicular e a melhor eficiência no aproveitamento de nutrientes.
A adubação intensiva também chamou atenção. Em média, os produtores utilizam cerca de 500 kg/ha de formulações NPK, complementados por 400 kg/ha de sulfato de amônio, evidenciando um sistema altamente tecnificado, voltado para produtividades superiores a 300 arrobas por hectare e elevada qualidade de fibra.
Cultivares de alta performance e manejo preciso
No campo genético, a cultivar FM 974 GLT, da FiberMax, segue como destaque no estado. Reconhecida pela estabilidade produtiva, alto potencial de rendimento e excelente comportamento frente às principais pragas e doenças, a variedade vem sendo amplamente validada nas condições do cerrado piauiense. Outros materiais do portfólio BASF também estão sendo testados, buscando diversificação genética e melhor adaptação às diferentes janelas de plantio.
Fitossanidade e manejo integrado fortalecem lavouras
As discussões técnicas também abordaram estratégias modernas de manejo fitossanitário. O uso racional de fungicidas, rotação de mecanismos de ação e calendário estratégico de aplicações têm garantido controle eficiente de doenças como ramulária e mancha-alvo. No controle de pragas, o Manejo Integrado tem sido decisivo no combate à mosca-branca, tripes, pulgão, larva-minadora, bicudo e lagartas, sempre com base em monitoramento técnico e tomada de decisão assertiva.
Outro diferencial observado foi o manejo de reguladores de crescimento, com aplicações escalonadas e ajustadas conforme vigor das plantas, garantindo arquitetura ideal, maior aeração do dossel e melhor eficiência na colheita mecanizada.
Algodão irrigado cresce e amplia competitividade
Um dos temas centrais da rodada foi o avanço do algodão irrigado no Piauí, especialmente em grupos empresariais como o Grupo Franciosi. A irrigação vem sendo considerada estratégica para reduzir riscos climáticos, especialmente diante da irregularidade das chuvas no MATOPIBA. Com o manejo hídrico controlado, os produtores têm conquistado maior estabilidade produtiva, uniformidade de lavouras, incremento de produtividade e ganhos em qualidade de fibra, especialmente nos parâmetros de comprimento, resistência e micronaire.
Especialistas avaliam evolução do setor
O engenheiro agrônomo Reney Barbosa destacou o alto nível técnico do encontro. “Foi possível perceber uma evolução significativa das equipes, mais alinhadas em relação à fisiologia da cultura, manejo de espaçamento e população de plantas. Isso demonstra maior maturidade técnica e melhor condução das lavouras.”
Já o agrônomo Francisco Alencar ressaltou o protagonismo do estado. “O Piauí se destaca pelo manejo de precisão, solos corrigidos, nutrição robusta e excelência no manejo fitossanitário. A tecnificação aliada ao manejo correto é o caminho para consolidar o algodão do estado como referência em produtividade e rentabilidade.”
Mesmo atuando na área administrativa, Leonardo Soares, Analista Administrativo, destacou a importância de vivenciar a experiência de campo. “Estar presente em um evento técnico como esse amplia a visão sobre toda a cadeia produtiva do algodão e nos aproxima ainda mais da realidade do campo. Além do conhecimento técnico, a rodada proporciona networking e atualização profissional.”
De forma geral, a IV Rodada do Algodão BASF FiberMax evidenciou a excelência tecnológica e gerencial da cotonicultura piauiense. As áreas visitadas apresentaram lavouras vigorosas, alta uniformidade, sanidade e forte investimento em pesquisa, manejo de solo e uso eficiente de insumos.




No cerrado maranhense a AMAPA veste o branco do nosso algodão!