CONSULTORIA TÉCNICA AMAPA

Consultoria técnica da AMAPA avalia desenvolvimento das lavouras de algodão no sul do Maranhão

Entre os dias 03 e 05 de março, a Associação Maranhense dos Produtores de Algodão (AMAPA) realizou uma consultoria técnica nas fazendas associadas com a participação do consultor Wanderley Oishi. Durante a agenda de campo, foram visitadas áreas produtoras nas regiões da Batavo, Serra do Penitente e Serra do Medonho, importantes polos da cotonicultura no sul do Maranhão.

O objetivo da consultoria foi acompanhar de perto o desenvolvimento das lavouras de algodão, com foco na avaliação do manejo nutricional, das estratégias fitossanitárias e das práticas adotadas para o controle do porte das plantas. Além da análise técnica, a programação também incluiu momentos de diálogo com as equipes agronômicas de cada fazenda, permitindo a troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e discussão conjunta sobre pontos de atenção observados no campo.

Segundo o consultor Wanderley Oishi, esse tipo de acompanhamento é essencial para fortalecer a tomada de decisão nas propriedades. Durante as visitas, também foram sugeridas alternativas de manejo que possam contribuir para a melhoria do processo produtivo, bem como estratégias para mitigar riscos produtivos e climáticos, além de promover o desenvolvimento técnico das equipes envolvidas.

De forma geral, as lavouras avaliadas apresentaram bom estabelecimento inicial, com plantas vigorosas, estande dentro do padrão esperado e sistema radicular bem desenvolvido. Oishi destacou que as condições climáticas no início do ciclo tiveram papel importante nesse resultado. A menor incidência de chuvas nesse período favoreceu a oxigenação do solo e estimulou o aprofundamento das raízes em busca de umidade, o que contribui para formar lavouras mais resilientes frente a possíveis adversidades ambientais e com maior potencial produtivo.

Outro fator positivo observado nas áreas visitadas foi o andamento das operações de manejo. As práticas relacionadas às aplicações fitossanitárias, ao manejo nutricional e ao uso de reguladores de crescimento estão sendo realizadas, na maioria das propriedades, dentro da janela recomendada, o que favorece o bom desenvolvimento da cultura. Além disso, as chuvas registradas nas últimas semanas têm ocorrido dentro da média esperada para o período, reforçando o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo do algodoeiro.

Apesar do cenário positivo, o consultor também apontou alguns desafios que exigem atenção dos produtores. Um deles é a intensa migração de pragas oriundas de lavouras de soja, especialmente mosca-branca, mosca-minadora, lagartas e o bicudo-do-algodoeiro. Segundo Oishi, a pressão dessas pragas tem exigido aplicações sequenciais de defensivos para evitar que os insetos se estabeleçam nas lavouras por meio da postura de ovos, sobretudo na fase inicial da cultura, quando o controle tende a ser mais difícil.

No que diz respeito ao estande de plantas, a avaliação foi considerada positiva na maioria das áreas, com boa distribuição e poucas falhas de plantio. No entanto, diferenças no manejo do porte das plantas foram observadas entre as propriedades. Em duas áreas específicas, foram identificado um manejo mais eficiente, mantendo a regularidade dos entrenós entre 4,5 e 5 centímetros, condição considerada adequada para o equilíbrio vegetativo da planta. Nas demais áreas, as respostas das plantas às dosagens aplicadas de reguladores de crescimento não apresentaram a mesma eficiência no controle do porte.

Outro ponto de atenção identificado foi o início de infecções de mancha-alvo em lavouras que estão próximas do fechamento das entrelinhas. De acordo com o consultor, as condições climáticas da região têm se mostrado bastante favoráveis ao desenvolvimento precoce da doença, o que reforça a necessidade de estratégias de manejo que retardem sua evolução e reduzam impactos na produtividade.

Durante a consultoria também foi discutida a questão do controle de soqueiras e tigueras de algodão em áreas de soja RR. Nas fazendas visitadas, esse controle não foi considerado eficiente, principalmente devido às condições climáticas no início da safra da soja, que acabaram inibindo a rebrota e a emergência dessas plantas voluntárias. No entanto, Oishi reforça que medidas de controle devem ser adotadas, já que as tigueras podem aumentar a pressão de pragas, como o bicudo, além de favorecer a disseminação de doenças como mancha-alvo, ramulária e viroses.

A iniciativa reforça o compromisso da AMAPA em promover acompanhamento técnico contínuo nas propriedades associadas, fortalecendo a produtividade, a sustentabilidade e o desenvolvimento da cotonicultura maranhense.

📍 O monitoramento constante das lavouras e o intercâmbio de conhecimento entre consultores e equipes técnicas seguem como pilares fundamentais para o avanço da produção de algodão no sul do Maranhão.

No cerrado maranhense a AMAPA veste o branco do nosso algodão!