AMAPA participa do ICA Dubai 2025 e fortalece presença do algodão brasileiro no cenário global.
O evento anual da International Cotton Association (ICA), realizado nos dias 8 e 9 de outubro de 2025 em Dubai, reuniu os principais representantes da cadeia mundial do algodão — produtores, comerciantes, corretores e membros da indústria têxtil. O encontro promoveu um ambiente de intenso intercâmbio de conhecimento, com palestras e painéis que discutiram as principais tendências, desafios e oportunidades do mercado global da fibra natural.
Entre os destaques da programação, estiveram apresentações de nomes de referência no setor, como Joe Nicosia (LDC), com o tema “The Future of Cotton”, Carla Slim (Standard Charter Bank), abordando “Global and Regional Macro Outlook – The Aftershock of US Tariffs”, e Uday Gill (Gherzi Consulting), que discutiu “Cotton’s Path Back to Growth and Prosperity”. Painéis sobre riscos, sustentabilidade e o mercado chinês completaram a programação, reunindo especialistas e executivos de grandes companhias globais.
Durante o evento, a ABRAPA realizou o tradicional Luncheon, oportunidade em que foram apresentados os avanços, indicadores e realizações do algodão brasileiro a representantes de diversas nações. A iniciativa reforçou o reconhecimento internacional da fibra nacional, especialmente em relação à qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade.
A presença da Associação Maranhense dos Produtores de Algodão (AMAPA) através de seu presidente Aurélio Pavinato e representantes de produtores no ICA Dubai 2025 teve como metas principais:
- Promover networking com players internacionais do mercado de algodão, incluindo produtores, tradings, agentes e indústrias têxteis;
- Obter a visão global sobre tendências de curto, médio e longo prazo;
- Coletar feedbacks sobre o algodão brasileiro no mercado internacional;
- Identificar novas oportunidades de negócio e parcerias estratégicas.
As palestras e debates trouxeram uma análise profunda sobre o momento atual do mercado e as perspectivas para os próximos anos. Entre os temas centrais, destacaram-se:
- Cotação e competitividade: o algodão segue enfrentando pressão de preços devido à concorrência das fibras sintéticas e à elevada produção mundial.
- Fibras naturais x sintéticas: foi ressaltado que parte das agendas políticas e científicas ainda não reconhece plenamente a sustentabilidade do algodão frente a materiais sintéticos, como o poliéster.
- Políticas e regulação: palestrantes defenderam a necessidade de políticas públicas que ampliem a demanda pelo algodão, valorizando sua biodegradabilidade e benefícios ambientais.
- Advocacy do algodão: sugeriu-se a criação de um departamento voltado à defesa institucional da cadeia produtiva, promovendo o algodão de forma similar ao lobby de outros setores.
- Iniciativa “Make the Label Count”: a ICA foi provocada a fortalecer seu apoio à campanha que busca influenciar a legislação da União Europeia para garantir uma avaliação justa dos materiais têxteis com base em todo o ciclo de vida.
- Ações coordenadas globais: reforçou-se a importância de alinhamento entre entidades internacionais — como ABRAPA, ACSA-US e ACSA-AUS — para fomentar políticas sustentáveis e integradas.
- Cenário macroeconômico: o painel de economia destacou as incertezas geradas pelas novas políticas comerciais dos Estados Unidos, com tarifas, volatilidade cambial e riscos de retração na demanda global.
- Gestão de riscos: um dos temas mais discutidos, evidenciou a importância de estratégias como hedge, contratos futuros e seguros para minimizar volatilidades e aumentar a previsibilidade financeira.
- Participação do algodão no mercado: o share global da fibra, hoje entre 20% e 22%, já foi de 49% em 1982 — um alerta para a necessidade de reconquista de espaço frente às fibras sintéticas.
- Rastreabilidade e ESG: foram apontados como pilares da competitividade futura, com o Brasil sendo exemplo positivo através dos programas de certificação e rastreabilidade promovidos pela ABRAPA.
Roberto Acauan – representante de produtor associado à AMAPA
“Participar do ICA tem sido fundamental para nós, produtores, pois amplia nossa visão sobre o futuro do algodão e as novas dinâmicas do mercado global. Agradeço à AMAPA pela iniciativa e pelo compromisso contínuo em fortalecer o setor.”
Bruno Carvalho – representante de produtor associado à AMAPA
“A participação foi extremamente enriquecedora, especialmente em relação à gestão de risco e estratégias comerciais. Agradeço à AMAPA por incentivar práticas que reduzem a volatilidade e aumentam a competitividade.”
Harlen Mota – representante de produtor associado à AMAPA
“O encontro proporcionou um excelente networking e troca de experiências. Compreender o cenário global fortalece nossas estratégias e amplia nossa capacidade de planejamento.”
Guilherme Heiden – representante de produtor associado à AMAPA
“O evento permitiu um entendimento mais profundo do contexto do algodão e da atuação das empresas na cadeia produtiva. Essa visão integrada é essencial para decisões estratégicas mais sustentáveis.”
A participação da AMAPA no ICA Dubai 2025 consolidou-se como uma ação estratégica para o fortalecimento do algodão maranhense e brasileiro no mercado internacional.
O evento proporcionou integração com os principais agentes da cadeia têxtil global, além de insights valiosos sobre sustentabilidade, gestão de riscos e inovação.
As discussões reforçaram a importância de um posicionamento conjunto das entidades do setor e da continuidade dos programas de qualidade e rastreabilidade que têm destacado o Brasil no cenário mundial. Com resultados expressivos em networking e aprendizado, a presença da AMAPA no ICA Dubai reafirma o compromisso da associação em promover conhecimento, competitividade e desenvolvimento para os produtores de algodão do Maranhão e do Brasil.




No cerrado maranhense a AMAPA veste o branco do nosso algodão!