Workshop reforça importância da qualidade da fibra para competitividade da cotonicultura.
No dia 30 de Abril, representantes da Associação Maranhense dos Produtores de Algodão (AMAPA) participaram do Workshop de Qualidade da Fibra do Algodão, realizado no Centro de Treinamento da ABAPA, em Luís Eduardo Magalhães-BA. O evento reuniu aproximadamente 300 participantes de diferentes segmentos da cadeia produtiva do algodão, consolidando-se como um dos principais encontros técnicos voltados à qualidade da fibra no país.
Participaram do workshop equipes técnicas e administrativas da AMAPA, além de representantes da Fazenda Potência. Durante os três dias de programação, especialistas abordaram de forma integrada os fatores que influenciam diretamente a qualidade da fibra, desde a implantação da cultura até os processos finais de beneficiamento e fiação.
O elevado nível técnico do evento proporcionou discussões aprofundadas sobre escolha varietal, manejo nutricional, uso de reguladores de crescimento, estratégias de desfolha, colheita e beneficiamento. As palestras destacaram como cada decisão agronômica impacta parâmetros fundamentais da fibra, como comprimento, resistência, uniformidade, micronaire e grau de impurezas.
O agrônomo da AMAPA, Francisco Alencar, destacou que a participação no workshop ampliou significativamente a visão técnica sobre a cultura do algodão. “O evento reforçou que produtividade e qualidade da fibra precisam caminhar juntas. Hoje, o manejo exige decisões cada vez mais precisas, integradas e orientadas por dados, buscando não apenas volume de produção, mas também atender aos padrões exigidos pelos mercados nacional e internacional”, afirmou.
Outro ponto amplamente debatido foi a importância da condução adequada da lavoura ao longo de todo o ciclo produtivo. Segundo o engenheiro agrônomo Reney Barbosa, fatores como nutrição equilibrada, manejo hídrico e momento correto da desfolha exercem influência direta sobre a formação da fibra. “Uma boa nutrição, especialmente no ponteiro da planta, contribui para fibras mais uniformes. Já os veranicos podem comprometer significativamente a qualidade. Além disso, a desfolha precisa estar alinhada à maturação das maçãs para evitar fibras imaturas e problemas como o seed coat fragment (SCF), que prejudica a qualidade da pluma”, explicou.
Reney também destacou a relevância da colheita e do beneficiamento no processo de preservação da qualidade da fibra. Segundo ele, recomenda-se realizar a colheita com umidade inferior a 11%, reduzindo riscos de fermentação e manchas. A regulagem correta da colhedora e a velocidade de operação, em torno de 4,8 km/h, também são fatores determinantes para minimizar perdas e preservar a integridade da fibra.
Outro aspecto enfatizado durante o workshop foi a necessidade de segregação adequada dos lotes durante o beneficiamento, priorizando a separação de materiais com maior presença de impurezas ou risco de SCF.
Como conclusão, o evento reforçou que alcançar elevados padrões de qualidade da fibra exige alinhamento técnico em todas as etapas do sistema produtivo, desde o planejamento da safra até o beneficiamento final. A consolidação desses conhecimentos contribui diretamente para o aprimoramento das práticas adotadas no campo, fortalecendo a competitividade da cotonicultura regional e agregando valor ao algodão produzido no Maranhão.

No cerrado maranhense a AMAPA veste o branco do nosso algodão!