FINALIZADA NO MARANHÃO A COLHEITA DE ALGODÃO – SAFRA 2019/2020

FINALIZADA NO MARANHÃO A COLHEITA DE ALGODÃO – SAFRA 2019/2020

Finalizada na última quinta-feira (10/09/2020), a colheita do algodão safra e segunda safra no Maranhão. Na safra 2019/2020, o Estado cultivou 27,5 mil hectares de algodão, 70% na modalidade safra (plantio em dez/2019) e 30% na modalidade segunda safra (plantio em jan/2020). A produção fica concentrada na região sul do Estado, dividida em duas grandes regiões produtoras, popularmente conhecidas como Serra do Penitente (cultiva 60% da produção) e Gerais de Balsas (responsável por 40% da produção).

Os resultados parciais (ainda existem muitos fardos nas lavouras para serem pesados), indicam produtividade de aproximadamente 295@/ha, no cultivo do algodão segunda safra (aquele cultivado após colheita da uma safra de soja), número muito acima do esperado pelas fazendas associadas, que pleiteavam na época de plantio 260@/ha. Fator que consolida esta opção de rotação de culturas na região do Gerais de Balsas, principalmente porque registra maior volume de chuvas, comparado com a região da Serra do Penitente, permitindo esta modalidade de cultivo. Ao produtor, esses resultados fortalece o negócio e aumenta a rentabilidade e lucratividade com a cultura.

O algodão safra apresenta resultados parciais de aproximadamente 273@/ha, número inferior ao pleiteado pelos produtores maranhenses na época da semeadura que girava acima de 290@/ha. A justificativa pela queda na produtividade, concentra-se principalmente no déficit hídrico sofrido após implantação da cultura em dezembro/2019, onde ocorreu veranico de aproximadamente 20 dias, prejudicando o desenvolvimento e o potencial produtivo das sementes, algumas áreas sofreram até replantio.

O beneficiamento do algodão maranhense segue a todo vapor, neste momento representa aproximadamente 30% da produção e deve estender-se até final do ano. O algodão maranhense uma vez beneficiado apresenta ótima qualidade de pluma, sendo cobiçado pelo mercado externo, hoje 95% da pluma produzida oferece padrão exportação e tem como principal destino o mercado asiático, enquanto o caroço de algodão e os subprodutos (fibrilha e briquet) são comercializados no mercado interno.

O maior desafio para o crescimento de área e da produção maranhense representa a geração de divisas ao produtor por meio de incentivos fiscais, translado da produção, atração de indústrias têxteis, esmagadoras de caroços e a viabilidade de exportação pelo Porto de Itaqui, na capital São Luís – hoje, a pluma é exportada pelo Porto de Santos SP. Nesse prospecto, a AMAPA – Associação Maranhense dos Produtores de Algodão tem buscado parcerias com outras entidades e órgãos do Governo Estadual em busca de solução para tais gargalos.

O produtor maranhense já planeja a safra 2020/2021, a princípio deve sofrer 5% de queda da área produtiva, motivada entre outros fatores, pelos altos volumes de estoque e estabilidade de preço dos produtos.

A produção do algodão maranhense é sustentável “não desmata”, sendo cultivado em áreas velhas (a partir de 6 anos de cultivo da soja) ou em rotação de culturas, sendo 92% certificada pelo programas ABR – Algodão Brasileiro Responsável e licenciada BCI – Better Cotton Iniciative.

O vazio sanitário no Maranhão ocorre nos meses de outubro e novembro de cada ano, portanto os produtores maranhenses, após conclusão da colheita devem realizarem imediatamente a destruição de tigueras (plantas vivas do algodoeiro), minimizando a possibilidade de fontes alimentares para resistência e proliferação de pragas.

E que venha a safra 2020/2021.

Fotos safra 2019/2020.

No cerrado maranhense a AMAPA veste o branco do nosso algodão!