MISSÃO: QUALIFICAR MÃO DE OBRA NA COTONICULTURA

MISSÃO: QUALIFICAR MÃO DE OBRA NA COTONICULTURA

Amapa tem promovido, em média, 60 tipos de treinamento para 2 mil colaboradores por ano. Estratégia é essencial para que a região atinja seu potencial de produção.

 

O Maranhão tem a capacidade de ser o terceiro estado com maior volume de área/produção de algodão no Brasil e, para que isso se realize, é preciso combater um obstáculo: a falta de mão de obra qualificada. Por isso, em 2015, a Associação Maranhense dos Produtores de Algodão (Amapa) iniciou o projeto Qualificação profissional dos trabalhadores das propriedades de algodão do Maranhão, com o objetivo de tornar a produção mais eficiente. Nesses cinco anos, os resultados foram bem expressivos, com 60 tipos de treinamento por ano, em um total de aproximadamente 1.200 horas de treinamento e 2.100 colaboradores.

A Amapa está executando, no momento, a terceira fase do projeto, que iniciou em 2019 e vai até 2021. Os treinamentos são divididos em sete áreas: administrativa, desenvolvimento de liderança, operações agrícolas de campo, operações agrícolas de apoio ao campo, normas regulamentadoras e capacitações específicas para refeitório e algodoeira. Wellington Nascimento Silva, coordenador executivo da Amapa, comenta sobre a ação: “Dentre as principais conquistas que podemos citar, além dos expressivos números de capacitações já realizadas, é o fornecimento de uma mão de obra mais qualificada para os atuais e potenciais produtores da região”.

Um grande diferencial do projeto é que a Amapa consegue deixar mão de obra preparada em um banco de talentos. “Sempre que um treinamento não completa o limite de participantes, a gente direciona essas vagas disponíveis para a sociedade em geral, sem nenhum custo; assim, quando as fazendas precisam contratar colaboradores, já temos ali um banco com pessoas já capacitadas para abastecer o setor”, destaca Wellington.

A associação também promove o evento RHSULMA, que reúne alguns estados vizinhos da região sul e que fazem divisa com o Maranhão, incluindo as principais lideranças de grandes empresas do setor, principalmente do agro, para que elas possam conversar e trocar ideias relacionadas à qualificação dos seus colaboradores. A iniciativa, cuja primeira edição começou com 25 participantes, tem se fortalecido a cada ano. Os últimos encontros registraram em torno de 200 pessoas. Em ocasião da pandemia da Covid-19, a edição deste ano, que normalmente acontece no primeiro semestre, precisou ser adiada para novembro. Porém, devido ao cenário atual, a Amapa ainda está verificando se será possível realizar o encontro presencialmente. Mesmo assim, tem buscado outras alternativas: a comissão está ofertando lives para manter o público atualizado e realizando contatos frequentes, para que todos tenham acompanhamento das novidades do setor. Mesmo quando a pandemia não for mais um problema, a associação pretende manter essas lives, que estão tendo sucesso de acessos e visualizações.

O projeto de qualificação também teve seus impactos nesta crise, pois ele é configurado no formato presencial. “O número de treinamentos desde março deste ano teve uma baixa de 60% a 70%, mas foi necessário respeitarmos as recomendações de saúde. Por outro lado, essa situação nos fez pensar em atendimentos em E.A.D. Já estamos planejando isso junto ao IBA e é provável que a gente faça alterações nessa fase do projeto, mas sempre focando em executá-lo com a mesma eficiência. De qualquer forma, entendemos que o mundo pós-pandemia é outro; por isso, a oferta em E.A.D. é um caminho sem volta”, avalia Wellington. A Amapa está planejando também alguns treinamentos presenciais, mas seguindo todas as recomendações de distanciamento e uso de EPIs.

E, para finalizar, Wellington Silva conta um pouco sobre a importância do apoio do IBA, que está completando 10 anos, estando junto às associadas na construção do futuro do algodão: “O apoio do IBA nesse projeto é extremamente relevante, pois, sem o aporte financeiro, a gestão dos projetos e atividades, as metas e os objetivos pré-definidos, a Amapa não teria conseguido avançar tanto. Com o feedback do instituto, conseguimos otimizar resultados e alcançar números expressivos para a nossa região”.

 

Fonte:http://www.iba-br.com/pt_br/noticias-detalhe/241?utm_campaign=modelo_news_iba&utm_medium=email&utm_source=RD+Station